O cofundador e Diretor Científico (CSO) da Hugging Face, Thomas Wolf, discorda do otimismo de líderes como Sam Altman (OpenAI), afirmando que os atuais modelos de inteligência artificial (IA) dificilmente farão descobertas científicas dignas de um Prêmio Nobel.
A principal crítica de Wolf reside na arquitetura fundamental desses chatbots. Segundo ele, esses modelos são treinados para prever o próximo token (palavra) mais provável e para se alinhar com o usuário, geralmente concordando com a pergunta ou seguindo o caminho mais esperado.
Em contrapartida, um cientista que realiza uma grande descoberta deve ser inerentemente contrário, questionando o status quo. Ele busca uma ideia “muito nova que é, na verdade, surpreendentemente improvável, mas que se revela verdadeira,” explica Wolf.
O Papel Futuro da IA na Ciência
Apesar do ceticismo quanto à capacidade autônoma de descobertas, Wolf reconhece que a IA será crucial como um “copiloto para o cientista“. A tecnologia pode ajudar a acelerar a pesquisa e a gerar novas ideias.
Um exemplo notável desse uso é o AlphaFold do Google DeepMind, que auxilia no mapeamento de estruturas de proteínas, sendo fundamental para o desenvolvimento de novos medicamentos. Contudo, na visão do executivo, a promessa de que a IA possa liderar descobertas científicas de forma autônoma está fora do alcance da geração atual de modelos.