O YouTube anunciou que vai permitir que criadores de conteúdo banidos por desinformação, especialmente sobre eleições e Covid-19, peçam para voltar à plataforma. Antes, o banimento por esses motivos era permanente.
Como vai funcionar o retorno
A mudança é um projeto-piloto e, por enquanto, é limitada a um grupo seleto de criadores. O programa foi anunciado em uma carta da Alphabet (empresa-mãe do Google e do YouTube) enviada ao deputado americano Jim Jordan. O documento explica que os canais poderão pedir reintegração porque as políticas de conteúdo sobre desinformação eleitoral e da Covid-19 foram atualizadas.
A CNBC informou que alguns dos nomes que poderão pedir o retorno incluem figuras como Dan Bongino e Robert F. Kennedy Jr. No entanto, o YouTube não garantiu que todos os pedidos serão aceitos.
Por que a mudança aconteceu?
A decisão do YouTube vem em meio à pressão de republicanos nos Estados Unidos para que as empresas de tecnologia revertam as políticas de moderação de conteúdo que foram criadas no governo de Joe Biden.
Daniel Donovan, advogado da Alphabet, afirmou que a empresa foi pressionada pelo governo anterior a remover vídeos sobre a Covid-19, mesmo que não violassem as regras do YouTube na época. Donovan classificou a pressão como “inaceitável e errada”.
Outras novidades do YouTube
Em outro anúncio, no evento Made On YouTube, a plataforma revelou novidades para ajudar os criadores a ganhar dinheiro:
- Links em vídeos: Criadores poderão inserir links diretos para produtos nos vídeos e nos Shorts, facilitando a compra para os espectadores.
- Anúncios dinâmicos: A partir de 2025, o YouTube vai testar a possibilidade de criadores substituírem um anúncio antigo por um novo em vídeos longos. A expectativa é que o recurso seja lançado em 2026.