Uma falha global na Amazon Web Services (AWS), a divisão de computação em nuvem da Amazon, gerou instabilidade em centenas de plataformas e serviços na segunda-feira (20), conforme noticiado pelo VergeTech. A interrupção, que começou por volta das 4h11 (horário de Brasília) e afetou mais de 60 produtos da AWS, só foi completamente resolvida durante a noite.
O incidente, que alcançou um pico de mais de 6,5 milhões de registros de falhas em diversos países, concentrou-se na região US-EAST-1, onde está um dos principais data centers da AWS. A empresa informou que a interrupção foi causada por “taxas de erro significativas” no DynamoDB, seu sistema de banco de dados de alta demanda.
Este apagão não é um caso isolado. Eventos recentes, como a falha no software da CrowdStrike e o colapso da AT&T, no ano passado, que causaram grandes interrupções globais e prejuízos bilionários, demonstram uma preocupante dependência.
Diante da recorrência desses problemas, especialistas alertam para a alta concentração de serviços online em poucos provedores de tecnologia, como AWS, Google e Microsoft. Para eles, quando esses gigantes falham, uma vasta rede de serviços também é afetada.
Corinne Cath-Speth, do Article 19, ressaltou que a infraestrutura que suporta o “discurso democrático, o jornalismo independente e as comunicações seguras não pode depender de um punhado de empresas”. Por outro lado, há o argumento de que essas companhias possuem os recursos financeiros necessários para manter operações globais seguras e resilientes.