O governo dos Estados Unidos tem investido pesadamente para alcançar a independência na produção de semicondutores, visando reduzir a dependência da Ásia. A Intel, através da sua divisão Foundry, é vista como o ator principal nesse esforço, apesar de enfrentar uma crise. No entanto, Sam Altman, CEO da OpenAI, tem uma visão diferente: ele prefere que a TSMC expanda sua capacidade de produção.
Apesar da iniciativa do governo norte-americano, que inclusive fez um investimento expressivo e conta com o apoio da NVIDIA para reerguer a Intel e concentrar a fabricação de chips em solo nacional, Altman expressou ceticismo.
A Preferência de Sam Altman
Em entrevista ao Stratechery, ao ser questionado sobre a necessidade de maior oferta de produção de semicondutores — que idealmente viria da Intel —, o líder da OpenAI foi direto: ele “gostaria que a TSMC só aumentasse sua capacidade”.
Essa declaração sinaliza que Altman não considera a Intel um parceiro ideal para o futuro. A OpenAI, dona do ChatGPT, já está trilhando um caminho para reduzir sua dependência da NVIDIA, estabelecendo parcerias com a Broadcom e a TSMC para desenvolver seus próprios chips de Inteligência Artificial.
Enquanto a produção interna não se concretiza, a OpenAI — considerada a maior startup do mundo — garantiu acordos com a NVIDIA e a AMD. Ambas fornecerão chips de IA para a construção de 16 gigawatts em data centers, um movimento estratégico para impulsionar suas capacidades em inteligência artificial.